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Luta pela presidência domina cimeira da UA
A União Africana (UA) realiza domingo e segunda-feira, em Adis Abeba, a sua cimeira anual, desta vez dominada pela luta pela presidência da Comissão da organização.
Os candidatos ao órgão executivo da UA são Nkosazana Dlamini-Zuma, de 63 anos, antiga ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul e ex-mulher do presidente Jacob Zuma, e Jean Ping, de 69 anos, ministro e homem de confiança do ex-presidente do Gabão Omar Bongo, que se recandidata.
Os chefes de Estado africanos devem ainda eleger quem presidirá à UA no próximo ano.
Fonte diplomática citada pela agência AFP indicou que os presidentes da Gâmbia, Yahya Jammeh, e do Benin, Boni Yayi, são candidatos à sucessão do chefe de Estado da Guiné-Equatorial, Teodoro Nguema, actual presidente da UA.
As eleições para os dois cargos estão marcadas para segunda-feira, necessitando a do presidente da comissão de uma maioria de dois terços.
O tema oficial da cimeira é o comércio intra-africano, que representa apenas 10 por cento das trocas no continente e que se deseja impulsionar, mas outros assuntos farão parte dos debates.
Entre eles estará a Somália, em guerra civil há 20 anos. A UA quer que a ONU a autorize a destacar 17.731 homens, contra um máximo de 12.000 actualmente, para a AMISOM, a força da organização africana que ajuda no combate aos radicais islâmicos.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, intervirá na cimeira.
A situação na Nigéria - com os ataques da seita islâmica Boko Haram a criarem receios de um conflito religioso - na Líbia - devido à instabilidade pós-queda do regime de Muammar Kadhafi - e entre o Sudão e o Sudão do Sul, que ainda não chegaram a acordo sobre a partilha dos rendimentos petrolíferos, também deverá ser abordada.
Dos cinco PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, dois deles, Cabo Verde e Moçambique, fazem-se representar na cimeira da UA ao nível de Chefes de Estado. Os Presidentes cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, e moçambicano, Armando Guebuza já confirmaram presença.
A comitiva angolana é liderada pelo ministro das Relações Exteriores (MIREX), Georges Chicoty, integrando ainda o secretário de Estado do MIREX, Manuel Augusto, os ministros da Saúde, José Van-Dúnem, do Comércio, Idalina Valente e o vice-ministro Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho “Wadijimbi”.
A Guiné-Bissau estará representada pelo Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior e quanto a São Tomé e Príncipe ainda está por confirmar quem poderá estar em Adis Abeba.
Fonte: O Jornal Notícias

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