“Dragões” voltam às vitórias tranquilas e estão nas meias-finais da Taça da Liga
Foram precisas cinco partidas na Taça da Liga para o FC Porto alcançar a sua primeira vitória na competição na condição de visitante.
O palco foi neste domingo o estádio do Estoril, com a equipa da casa a dar boa réplica, mas a não resistir à segunda parte dos nortenhos. O triunfo rendeu aos “dragões” a vitória no Grupo A e a passagem às meias-finais.
Com uma equipa portista sem a esmagadora maioria dos seus habituais titulares, todos os holofotes estiveram centrados na estreia absoluta do reforço de Inverno Rúben Micael. O madeirense alinhou como médio interior, ao lado daquele que será previsivelmente o preterido com a sua chegada ao Dragão: Belluschi.
O insular, de resto, teve um baptismo de fogo ainda antes de chegar ao Estoril. É que, apesar desta deslocação à região da Grande Lisboa não apresentar o grau de risco que envolve os clássicos com os dois grandes rivais da capital, a tensão não deixou de acompanhar os jogadores e dirigentes portistas, pelo menos nos derradeiros quilómetros que antecederam a chegada ao Estádio António Coimbra da Mota. Pedras atiradas de um viaduto embateram na camioneta dos “dragões” e na viatura onde seguia o seu presidente Pinto da Costa, sem provocar ferimentos nos seus ocupantes. Bem mais pacífico estava o ambiente em redor do recinto, onde algumas dezenas de adeptos azuis e brancos esperavam os tetracampeões nacionais.
Com uma equipa pouco rotinada, o FC Porto demorou algum tempo a encontrar sintonia, aproveitando o Estoril para levar perigo à baliza de Nuno nos instantes iniciais. O mais atrevido dos atacantes, Lulinha, assustou bastante o guarda-redes portista, aos 12’, e Raphael repetiu a dose dois minutos depois. Longe de se encolherem, os homens da casa pressionavam bastante um adversário cheio de novidades.
Coube a Rúben Micael sair com a bola ao apito inicial desta partida e o médio poderia ter levado ao delírio os adeptos portistas que preencheram grande parte das bancadas (num total de 3834 espectadores), quando, à passagem do primeiro quarto-de-hora do encontro, esteve muito perto de marcar, após uma tabela com Orlando Sá (o ponta-de-lança de serviço), no primeiro lance de perigo dos visitantes.
Pouco esclarecido em termos atacantes nos primeiros 45’, o FC Porto sobrevivia, neste capítulo, de algumas iniciativas de Mariano no corredor esquerdo para levar perigo ao guarda-redes Leão. Orlando Sá era um homem muito só no ataque e pouco activo. Algo que mudaria um pouco no segundo tempo, com a entrada de Falcao. Chegaria mesmo a marcar o segundo golo dos visitantes, aos 78’, aproveitando um falhanço defensivo dos estorilistas.
Um golo importante que descansou os campeões nacionais, numa altura em que o Estoril se mostrava inconformado com a desvantagem e procurava, ainda que atabalhoadamente, o empate.
O triunfo portista, que começou a ganhar contornos com o primeiro golo de um inspirado Belluschi, na cobrança de um livre frontal, aos 54’, acabou por ser justo, face ao que a equipa produziu ao longo do encontro. O Estoril não baixou os braços até final, acabando por fazer mesmo a bola entrar dentro da baliza, aos 83’, num golo anulado por mão na bola de Antchouet.
Fonte: Público


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