Diáspora: Cientistas mobilizados para interagirem com África
Países africanos estão a estudar um mecanismo de potenciar a circulação de cérebros que permita uma troca de experiência e de saberes com cientistas na diáspora.
Este quadro está a ser desenhado no âmbito do Conselho Internacional para a Ciência (ISCU), representação africana que esteve reunida em Maputo nos últimos dois dias em preparação da 29ª Assembleia Geral da organização a ter lugar em Outubro próximo em Maputo.
Manuel Chenene, da Associação de Investigação Científica de Moçambique, disse à nossa Reportagem que existem algumas iniciativas tendentes a manter os cérebros nos países de origem, mas porque não se pode falar em termos de obrigatoriedade de residência e de trabalho num determinado local está-se a investir mais no sentido de que mesmo vivendo fora, possam trazer para cá o seu saber e experiência.
“Existem redes de discussão de aspectos científicos em África. Neste momento temos um projecto em preparação sobre a diáspora africana e a ideia é a circulação dos cérebros, porque nas condições actuais não podemos obrigar as pessoas a viverem num determinado país ou cidade”, disse.
Segundo Manuel Chenene, a sessão ordinária da Comité Regional da ISCU, que encerrou ontem em Maputo, é um momento privilegiado para sancionar questões relacionadas com o plano científico da delegação africana daquela organização. Entretanto, o mesmo tem em vista a preparação da 29ª Assembleia Geral da ISCU que reunirá em Maputo mais de 150 delegados idos de vários pontos do mundo.
Uma reunião idêntica teve lugar no princípio deste ano em Maputo e a presente é a última do conjunto dos preparativos em curso.
No que se refere à abordagem sobre a diáspora, segundo o nosso interlocutor, está-se neste momento a fazer um levantamento dos cientístas na diáspora que estão interessados em participar neste diálogo com África.
Para o efeito, foi contratada uma consultoria que está a organizar a base de dados sobre os cientistas na diáspora e está a contactá-los no sentido de saber as contrapartidas que podem lhes ser oferecidas para participarem neste diálogo com o continente.
Fonte: www.africa21digital.com


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